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Vitamina D: observações importantes

Reportagem publicada na Revista Época contou com a participação do Dr. Sérgio Setsuo Maeda, diretor da SBEM-SP.

Na matéria, ele comenta o documento divulgado pela SBEM Nacional em 2014, reunindo as evidências científicas sobre os usos e indicações da vitamina D. As diretrizes não indicam o exame para a população em geral, apenas para pessoas que vivem confinadas, como idosos com dificuldades de locomoção, pessoas com problemas de absorção de nutrientes (caso de quem passou por cirurgias de redução do estômago, por exemplo) ou que tenham problemas ósseos. Na prática, não é o que tem acontecido. “Temos visto uma epidemia de um exame que é caro e cujo custo, ainda que coberto pelo convênio, é dividido por todos os associados”, ressalta o especialista.

A Dra. Marise Lazaretti Castro, presidente da Comissão Científica do XII COPEM e da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo – ABRASSO, ressalta que as atenções sobre a Vitamina D no Brasil remontam a pouco mais do que 7 anos. “Antes deste período não existia Vitamina D nas farmácias, assim como nenhum laboratório clinico realizava dosagens de 25(OH)D aqui no Brasil. Desta forma, as graves deficiências observadas especialmente nos chamados grupos de risco (idosos, doentes crônicos, pacientes com osteoporose, etc) passavam despercebidas pelos médicos. Portanto, a deficiência de Vitamina D foi negligenciada por muitos anos, especialmente por acreditarmos à época que a abundância de Sol fosse suficiente para evitá-la em nossa população”, explica.

Dra. Marise aponta as mudanças nas últimas décadas, sobretudo em relação aos hábitos do cotidiano das pessoas, conhecimento sobre os efeitos danosos do excesso de Sol sobre a pele e, especialmente, ao crescente aumento da população idosa. “Foi somente depois que as dosagens começaram a ser disponíveis que os casos de deficiência começaram a ser documentados. Como as dosagens partiram do zero por não serem disponíveis até então, o aumento no número de pedidos médicos foi percentualmente muito grande”, alerta.

A médica destaca, ainda, que o principal metabólito da vitamina D, chamado “calcitriol”, é um hormônio poderoso, cujo papel sobre o metabolismo ósseo e sobre a absorção intestinal de cálcio é fundamental e inquestionável. “É importante salientar que os pacientes que estejam tomando esta substância por orientação médica não devem suspender o tratamento por interpretarem equivocadamente esta reportagem”, conclui.

Para ler a reportagem na íntegra, clique no link abaixo:

http://epoca.globo.com/saude/noticia/2017/04/precisamos-mesmo-de-mais-vitamina-d.html


Fontes: ABRASSO, revista Época.