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Menopausa pode trazer risco de doença cardiovascular

  • Endocrinologia é a especialidade que trata da menopausa
  • Diabetes também é um complicador para saúde feminina nessa fase
  • Dia 8 de março é o Dia Internacional da Mulher

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Estudo indica que a menopausa precoce tem efeito prejudicialsobre o risco de doença cardiovascular, principal causa de morbimortalidade das mulheres na pós-menopausa. “As doenças cardiovasculares tem prevalência aumentada com a idade, mas a menopausa pode aumentar esse risco em até duas vezes, principalmente nas mulheres que entram em menopausa antes dos 45 anos de idade, devido à piora do perfil metabólico com aumento da pressão arterial, piora da tolerância à glicose e perfil lipídico”, explica Dra. Larissa Garcia Gomes, diretora da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP).

A menopausa começa ao redor dos 50 anos em cerca de 70 a 80% das mulheres brasileiras. E o que pouca gente sabe é que ela deve ser cuidada por um endocrinologista, profissional apto a avaliar a necessidade da reposição hormonal, que, iniciada precocemente,pode prevenir doenças cardiovasculares.

A Terapia de Reposição Hormonal (THM) já existe há seis décadas, e é indicada quando as mulheres não apresentam contraindicações tais como câncer de mama ou de endométrio, tromboembolismo e hemorragia genital de causa desconhecida. Quando a THM é realizada de forma adequada e após avaliação individualizada, os benefícios superam os riscos e o tratamento deve ser recomendado.

E para a mulher diabética que entra na menopausa, é preciso cuidado especial.“Nesse caso, prefere-se a reposição hormonalvia não oral e com baixas doses de estrógeno”, explica a Dra. Dolores Pardini, médica da SBEM-SP e presidente do DEFA (Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia da SBEM).

De acordo com a Dra. Dolores, a THMvia oral para essa classe de pacientes pode aumentar a pressão arterial, risco de tromboembolismo e cálculo de vesícula, que são as complicações mais frequentes e de maior morbidade na mulher diabética.

“A reposição estrogênica já é comprovada como sendo benéfica na mulher diabética. Por outro lado, não existem dados conclusivos quanto à reposição de andrógenos nessas mulheres. Em estudo recente realizado no Ambulatório de Climatério da disciplina de Endocrinologia da UNIFESP, em conjunto com a ANAD (Associação Nacional de Atenção ao Diabetes), verificamos que as mulheres diabéticas apresentam a queixa de disfunção sexual em maior número que as mulheres.

Os sintomas mais frequentes da menopausa são: irregularidades menstruais, os conhecidos ‘calores’ acompanhados ou não de sudorese que se intensificam à noite, insônia, irritabilidade, oscilação no humor (da euforia à tristeza, sem causa aparente), falta de lubrificação vaginal durante o coito, e sensação de urgência miccional.


Sobre a SBEM-SP

A SBEM-SP (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo) pratica a defesa da Endocrinologia, em conjunto com outras entidades médicas, e oferece aos seus associados oportunidades de aprimoramento técnico e científico. Consciente de sua responsabilidade social, a SBEM-SP presta consultoria junto à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, no desenvolvimento de estratégias de atendimento e na padronização de procedimentos em Endocrinologia, e divulga ao público orientações básicas sobre as principais moléstias tratadas pelos endocrinologistas.

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